Eu já li muitíssimos blogs falando sobre "arriscar". As pessoas dizem que nós temos que nos arriscar. Eu sou à favor dessa teoria (não é aquela coisa que se diga: "Nossa! Como ela é à favor!" rsrs). Eu sou contra a atitude de agir por impulso. Mas, estudando muito bem a situação, pensando bastante à respeito, só nos resta decidir: "arriscar-se ou não arriscar-se". É bem diferente de agir por impulso.
Mas, eu percebo que muitas pessoas falam sobre "correr riscos", da boca para fora. É só papo! Na prática mesmo, elas morrem de medo de se arriscar.
Como eu disse no post anterior, a maioria das pessoas ainda escolhe uma profissão pensando no retorno financeiro ou em uma maior facilidade de conseguir emprego. Elas abandonam sua vocação por medo de fracassarem.
Se isso não é medo de arriscar, é o quê? É medo de arriscar, é falta de confiança em si mesmo, é vaidade pois, a pessoa só quer uma profissão que tenha glamour, é desrespeito à sua vocação, é medo de encarar desafios, esse profissional provávelmente se acomoda, quer tudo do jeito mais fácil.
Muitas pessoas não correm atrás da profissão que gostam por medo de não conseguirem ter uma brilhante carreira.
Há pouco tempo eu falei aqui sobre o livro "Os Segredos dos Campeões" do escritor Roberto Shinyashiki. Ainda nesse livro, o escritor fala que um profissional competente no que faz, terá o retorno financeiro garantido porque se o trabalho for bem feito, a fama do profissional se espalhará, as pessoas o indicarão para outras, seus clientes ou pacientes serão fiéis, seu pequeno escritório ficará lotado, seu patrão não o demitirá, e por aí vai.
Se Deus te deu um dom, não foi à toa. Deus tem um objetivo, um propósito, Ele quer usar você para cumprir esse propósito, com a utilização desse dom que Ele te deu. Então, se nós perdermos a dimensão de que o trabalho é o caminho na criação de um mundo melhor, cada vez mais o trabalho se tornará apenas um modo de ganhar dinheiro. E o nosso trabalho, por mais que nos traga bens materiais e segurança financeira, com toda certeza será empobrecedor.
Como eu disse em outro post, nosso trabalho é servir o próximo pois, quem serve o próximo serve à Deus. Quando temos em mente que a única função do trabalho é ganhar dinheiro, nos esquecemos dos outros milhares de benefícios que ele nos dá.
O livro também fala sobre o respeito que temos que ter com nossa vocação. Se eu não seguir a minha vocação profissional, que profissão seguirei então?
Terei que ficar escolhendo, escolhendo, escolhendo, trocando, trocando, trocando, e assim por diante. Só que quem não sabe onde quer chegar, não chega à lugar algum!
Deus, quando nos deu uma vocação, pensou no que ela seria útil portanto, temos que utilizá-la. Só que o individualismo não nos deixa enxergar isso. O individualismo só faz a gente se enxergar dentro de um carrão importado, enquanto centenas de pessoas precisam se espremer dentro de um ônibus diáriamente. Só enxergamos o nosso umbigo. As pessoas só trabalham em benefício de si mesmo e não em benefício do próximo. Como diz o senador Cristovam Buarque, de nada adiante estudar se não for para ajudar o próximo. Não adianta eu adquirir conhecimento se eu não transmitir esse conhecimento para beneficiar mais pessoas.
Eu escuto tantas pessoas falarem mal do curso de nutrição. Dizem que quem estuda nutrição não consegue emprego de jeito nenhum e quando consegue o salário é baixíssimo.
Isso para mim é preconceito.
Só somos profissionais competentes e felizes quando trabalhamos em algo que tem haver com nossa vocação, com nossa essência.
Respeite sua vocação e não dê ouvidos às pessoas preconceituosas que só pensam em dinheiro para beneficiar a si mesmo e jamais pensam na construção de um mundo melhor.
Muitas pessoas não realizam seus sonhos profissionais porque correm atrás de milhares de profissões que elas julgam dar mais dinheiro e desprezam aquela que seria sua real vocação, pelo fato de que a profissão não é das mais rentáveis ou glamurosas. E ainda por cima, colocam a culpa nos outros dizendo: foi culpa do meu patrão que não valorizou o meu trabalho; foi culpa do governo que não me deu oportunidade; e seguem culpando meio mundo de gente. Tem gente que culpa até os filhos dizendo que teve que parar de trabalhar e estudar para cuidar dos filhos. A culpa em si não é dos filhos afinal de contas, eles não pediram para nascer.
Já que as pessoas acham que trabalhar no que se gosta não dá dinheiro, para finalizar este post, existe uma pesquisa realizada pelo professor Mark Albion e divulgada no livro Making a Life, Make a living (Worner Business Books, 2000, ainda não publicada no Brasil) que comprova a importância do respeito à vocação:
1.500 profissionais com diploma de MBA, vinte anos antes, nas melhores escolas americanas, relataram as prioridades em suas escolhas profissionais: 83% escolheram o emprego pensando no bom salário. Os outros 17% escolheram o emprego que mais lhes dava prazer, independentemente da vida financeira.
Vinte anos depois, Albion verificou a carreira desses profissionais. Dos 1.500, 101 ficaram milionários. E destes 101, apenas 1 era do grupo que escolheu o emprego pensando no salário. Os outros ficaram milionários trabalhando no que gostavam e não se preocuparam com salário.
Respeite a sua vocação. Quem trabalha pensando só em dinheiro, está no caminho da frustração profissional. Não dê ouvidos às pessoas preconceituosas que ficam diminuindo a faculdade que você quer cursar ou o trabalho que você escolheu. Escolha o que o teu coração mandar.
Não é agir por impulso. É prestar bastante atenção no seu coração e pedir ajuda de Deus para que Ele te ajude à fazer a escolha certa. Depois de descobrir tua vocação, aí sim, arrisque suas fichas nela. Não fique com medo de não conseguir emprego. Os profissionais de RH afirmam com todas as letras que tem emprego para todo mundo. Então, especialize-se no que você gosta. A profissão pode ser extremamente promissória mas, se você não for competente para essa profissão, não vai adiantar nada.
Beijinhos